A união da alma espiritual com o corpo é extrínseca, até violenta.
A alma não encontra no corpo o seu complemento, o seu instrumento adequado.
Mas a alma está no corpo como num cárcere, o intelecto é impedido pelo sentido da visão das idéias, que devem ser trabalhosamente relembradas.
E diga-se o mesmo da vontade a respeito das tendências.
E, apenas mediante uma disciplina ascética do corpo, que o mortifica inteiramente, e mediante a morte libertadora, que desvencilha para sempre a alma do corpo, o homem realiza a sua verdadeira natureza: a contemplação intuitiva do mundo ideal.
besos.