domingo, 24 de outubro de 2010

culpa do mês de outubro.

A vida realmente é coisa engraçada, fico pensando em mim há exatamente 365 dias atrás, não foi só um aniversário a mais contabilizado nesse meio tempo, mas como eu amadureci e me portei perante a vida, diante de acontecimentos que até então eu enxergava com outros olhos. Olhos de gente louca mesmo.  
Eu acredito cegamente em que as pessoas não se encontram por acaso, cada uma delas teve ou tem algo a acrescentar, e que além de você escolher as pessoas que ficam e que vão, inconscientemente (na maioria das vezes) você desejou se aproximar de cada pessoa que apareceu na sua vida, sendo ela boa ou má. 
Eu tenho ouvido de algumas pessoas que eu mudei minhas atitudes de uns meses pra cá, mas na verdade fazia um ano que internamente eu sentia só não sabia lidar com isso. Nessas horas é que entram aquelas pessoinhas mágicas, que fazem a gente ver tudo diferente, se algo era interessante pra mim, na perspectiva dela era furada.
Só sei dizer que o que antes pra mim era surreal hoje em dia é naturalíssimo.  

besos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Por vezes existe nas pessoas ou nas coisas um charme invisível, uma graça natural que não pôde ser definida, a que somos obrigados a chamar o «não sei o quê». Parece-me que é um efeito que deriva principalmente da surpresa. Sensibiliza-nos o facto de uma pessoa nos agradar mais do que deveria inicialmente e somos agradavelmente surpreendidos porque superou os defeitos que os nossos olhos nos mostravam e que o coração já não acredita. Esta é a razão porque as mulheres feias possuem muitas vezes encantos que raramente as mulheres belas possuem, porque uma bela pessoa geralmente faz o contrário daquilo que esperávamos; começa a parecer-nos menos estimável. Depois de nos ter surpreendido positivamente, surpreende-nos negativamente; mas a boa impressão é antiga e a do mal, recente: assim, as pessoas belas raramente despertam grandes paixões, quase sempre restringidas às que possuem encantos, ou seja, dons que não esperaríamos de modo nenhum e que não tinhamos motivos para esperar. 
Os encantos encontram-se muito mais no espírito do que no rosto, porque um belo rosto mostra-se logo e não esconde quase nada, mas o espírito apenas se mostra gradualmente, quando quer e do modo que quer; pode esconder-se para surgir de novo e proporcionar essa espécie de surpresa que constitui os encantos. 
Baron de Montesquieu, in "Ensaio Sobre o Gosto"


besos.
Desde que nos propomos emitir uma verdade de acordo com as nossas convicções damos logo a impressão de fazer retórica. Que espécie de prestidigitação vem a ser essa? Como é que nos nossos dias não poucas verdades, proferidas que sejam, por vezes, mesmo em tom patético, imediatamente ganham aspectos retóricos? Porquê é que na nossa época cada vez há mais necessidade, quando pretendemos dizer a verdade, de recorrer ao humor, à ironia, à sátira? Porquê adoçar a verdade como se se tratasse de uma pílula amarga? Porquê envolver as nossas convicções num misto de altiva indiferença, digamos, de desprezo para com o público? Numa palavra, porquê certo ar de pícara condescendência? Em nossa opinião, o homem de bem não tem de envergonhar-se das suas convicções, ainda mesmo que estas transpareçam sob a forma retórica, sobretudo se está certo delas. 
Fiodor Dostoievski, in "Diário de um Escritor"


besos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aprender a se importar menos..
Você vai achar a vida muito mais fácil dessa maneira, ignorando as coisas que o machucam e logo você vai descobrir que isso não importa. 
Se você puder dar esse primeiro passo, então você vai encontrar-se lentamente crescendo como pessoa, você vai amadurecer e quando você olhar para trás, as pessoas que ainda estão brincando, fofocando e fazendo drama, você vai perceber o quão patético são e quão patético você era uma vez..


besos.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quando crescemos, temos a tendência de recriar o ambiente emocional do lar onde passamos nossa infância.
Isso não é bom ou mau, certo ou errado. 
É apenas o que conhecemos dentro de nós como "lar".
Também temos a tendência de recriar nos nossos relacionamentos pessoais os mesmos relacionamentos que tínhamos com nossas mães ou pais, ou com o que existia entre eles.  Pense quantas vezes você teve um amante ou chefe "igualzinho" à sua mãe ou seu pai.
Também nos tratamos da forma como nossos pais nos tratavam. Repreendemo-nos e castigamo-nos da mesma maneira. Podem-se quase ouvir as mesmas palavras quando se presta atenção. 
Também nos amamos e nos encorajamos da mesma maneira se fomos amados e encorajados em crianças.
"Você nunca faz nada direito”.
"É tudo sua culpa”.
Quantas vezes você se disse isso?
"Você é maravilhoso.
 Quantas vezes você se diz isso?
Louise Hay

besos.

acho que você não percebeu..





Acho que você não percebeu que o meu sorriso era sincero
Sou tão cínico às vezes
O tempo todo estou tentando me defender
Digam o que disserem, o mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria arrogância
Esperando por um pouco de afeição
Hoje não estava nada bem, mas a tempestade me distrai
Gosto dos pingos de chuva, dos relâmpagos e dos trovões
Hoje à tarde foi um dia bom
Saí pra caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz
É de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos
E o que disserem meu pai sempre esteve esperando por mim
Renato Russo

besos.


domingo, 3 de outubro de 2010

não peça, agradeça!

Se eu rezar para a chuva, nunca choverá, quando rezamos para alguma coisa acontecer estamos apenas confirmando que sabemos que isso não está acontecendo e assim damos mais poder ao que queremos que mude.
Eu não rezei pra pedir chuva, eu fechei meus olhos e senti o que sinto quando piso descalço na lama do nosso vilarejo, a lama está lá porque há muita chuva, eu senti o cheiro que se sente quando a chuva cai na grama, senti o que se sente quando se corre pelos campos de milho e o milho cresceu muito alto, porque choveu muito, e eu me sinto muito grato e apreciei a chuva que já caiu.  (Gregg Braden)
"Não peça mais, agradeça por tudo de bom que já te aconteceu"

besos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Platão

A união da alma espiritual com o corpo é extrínseca, até violenta. 
A alma não encontra no corpo o seu complemento, o seu instrumento adequado. 
Mas a alma está no corpo como num cárcere, o intelecto é impedido pelo sentido da visão das idéias, que devem ser trabalhosamente relembradas. 
E diga-se o mesmo da vontade a respeito das tendências. 
E, apenas mediante uma disciplina ascética do corpo, que o mortifica inteiramente, e mediante a morte libertadora, que desvencilha para sempre a alma do corpo, o homem realiza a sua verdadeira natureza: a contemplação intuitiva do mundo ideal.


besos.