sábado, 25 de setembro de 2010

realidades..

É certo que o homem fala a si mesmo; não há um único ser racional que o não tenha experimentado. Pode-se até dizer que o mistério do Verbo nunca é mais magnífico do que quando, no interior do homem, vai do pensamento à consciência, e volta da consciência ao pensamento. (...) Diz, fala, exclama cada um consigo mesmo, sem que seja quebrado o silêncio exterior. Há um grande tumulto; tudo fala em nós, excepto a boca. As realidades da alma, por não serem visíveis e palpáveis, nem por isso deixam de ser também realidades. 
Victor Hugo, in 'Os Miseráveis'


besos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

As palavras..

Sócrates: Você sabe, Fedro, esta é a singularidade do escrever, que o torna verdadeiramente análogo ao pintar. As obras de um pintor mostram-se a nós como se estivessem vivas; mas, se as questionamos, elas mantêm o mais altivo silêncio. O mesmo se dá com as palavras escritas: parecem falar conosco como se fossem inteligentes, mas, se lhes perguntamos qualquer coisa com respeito ao que dizem, por desejarmos ser instruídos, elas continuam para sempre a nos dizer exactamente a mesma coisa. E, uma vez que algo foi escrito, a composição, seja qual for, espalha-se por toda a parte, caindo em mãos não só dos que a compreendem mas também dos que não têm relação alguma com ela; não sabe como se dirigir às pessoas certas e não se dirigir às erradas. E, quando é maltratada ou injustamente ultrajada, precisa sempre que o seu pai lhe venha em socorro, sendo incapaz de se defender ou de cuidar de si própria. 
Platão, in 'Fedro'


besos.

Ser ou...

Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir... é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(...)

William  Shakespeare


besos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Amizade apenas por conveniência é realmente algo nojento de se ver.
É aquela coisa, enquanto tu poda tirar proveito da situação, ótimo “best friend forever” a partir do momento que a coisa muda de figura, ah daí já sabem né?
Então hoje ela é minha melhor amiga, amanhã não eu não preciso mais.. Logo encontra os próximos trouxas na qual irá chamar de amigos “forever” e na primeira oportunidade troca por um pessoal mais “cool” ainda jurando dizer que esses novos tem mais a ver comigo. Ok, as pessoas mudam, concordo plenamente mas o caráter não.  Lamento informar mas isso vira um vicio, já reparou a cada ano, até meses sempre andando com uma turma nova.. É, pelo visto não consegue fazer uma amizade durar, não prevalece o sentimento e sim a ganância.
Mas pra que ter amigos de anos que tu não pode mais tirar proveito se posso ter pessoas novas e que tem algo pra me oferecer néam?
Já se dizia por aí, amigos de verdade a gente conta nos dedos, de uma mão só.
Mas, cada um faz sua parte!

besos.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

estrelas


Cada átomo em seu corpo veio de uma estrela que explodiu. 
E, os átomos em sua esquerda, provavelmente vieram de uma estrela diferente do que sua mão direita. É realmente a coisa mais poética que eu sei sobre a física: - Vocês são todos poeira das estrelas. 
Você não poderia estar aqui se as estrelas não tivessem explodido.
Porque os elementos - o carbono, nitrogênio, oxigênio, ferro, tudo o que interessa para a evolução e para a vida - não foram criadas nas fornalhas nucleares das estrelas, e a única maneira para que eles entrem no corpo é se essas estrelas foram gentis o suficiente para explodir.
As estrelas morreram para que você pudesse estar aqui hoje.
Laurence Krauss

besos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nostalgia








Talvez eu nunca mais veja, fale ou se quer saiba onde se encontra muitas pessoas em que ao longo dos anos entraram e saíram da minha vida.
Mas eu gostaria que soubessem que cada uma foi responsável pela minha mudança.
Cada uma teve o seu pingo na letra i ou a sua frase e textos marcados em mim.
Não fico triste em saber que nunca mais o verei de novo.
Importa é que dentro de mim, ele nunca se afastou, sempre esteve e sempre estará presente.
Seja na minha memória, em fotos, músicas ou lugares em que estivemos juntos. 
Como diria a música do Cidadão Quem..
Foi pouco tempo, mas valeu, vivi cada segundo..


besos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nem sempre

Nem sempre você tem que fingir ser forte.
E não há necessidade de provar o tempo todo que tudo está indo bem. 
Você não deve se preocupar com o que outras pessoas estão pensando.
Chore se precisar. 
É bom chorar todas as lágrimas. 
Porque só então você será capaz de sorrir.


besos.